<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814</id><updated>2011-04-21T15:38:11.977-07:00</updated><title type='text'>Contando o Caos</title><subtitle type='html'>...meu pequeno universo caótico...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-7932323287683560850</id><published>2008-08-27T09:28:00.000-07:00</published><updated>2008-12-04T10:57:31.686-08:00</updated><title type='text'>Ócio Mental</title><content type='html'>Em uma repartição pública, dois servidores se encontram para o seu tradicional cafezinho.&lt;br /&gt;Em pé, ambos se cumprimentam enquanto servem suas bebidas.&lt;br /&gt;- Oi, como está?&lt;br /&gt;- Passando os dias! Analogia meio idiota de dizer diante de um coador de café.&lt;br /&gt;- Ah... - retruca, incomodado com o trocadilho sem graça.&lt;br /&gt;O primeiro, fitando a cafeteira, comenta com o companheiro:&lt;br /&gt;- Engraçada essa cafeteira...&lt;br /&gt;O outro, olhando para seu companheiro com o ar de dúvida, questiona:&lt;br /&gt;- Também acho. Mas não sei por que. Por que tu acha?&lt;br /&gt;O primeiro, escorando-se na mesa, responde:&lt;br /&gt;- Ora... Sei lá! Eu acho engraçada... Ela parece ter um "quê" de... sei lá.&lt;br /&gt;- Mas o que tu viu de engraçado na cafeteira afinal? – indaga o segundo.&lt;br /&gt;- Na verdade, não é a cafeteira a engraçada... mas o café em si! – responde o primeiro.&lt;br /&gt;- Olha... Não to acompanhando teu pensamento!&lt;br /&gt;- Você não percebe? O Mundo gira em torno do café! Tá conseguindo acompanhar? Pensa comigo - enumerando nos dedos - As pessoas só acordam depois da primeira xícara de café. Tomam café depois do almoço. Tomam café para poder trabalhar. Bebem café para poder ficar mais tempo acordado e estudando. E ainda se não bastasse, convidam pessoas para sair e tomar um cafezinho no fim-de-semana.&lt;br /&gt;Após uma longa pausa - com o olhar fixo no chão, e com as xícaras pendendo suavemente nas mãos, incrédulas - o segundo vira-se e fala:&lt;br /&gt;- Pois é... Engraçado essa coisa de café!&lt;br /&gt;- Não disse? E é assim também com a novela das 8... Pra mim é outra coisa impressionante! – Constata o primeiro.&lt;br /&gt;- É mesmo? Em que sentido? – mostra-se interessado em acompanhar o raciocínio do colega.&lt;br /&gt;- Em geral, as pessoas tendem a acreditar que o que vêem na TV reflete a realidade da sociedade. E acabam acreditando que a novela das 8 é o lado humano da TV!&lt;br /&gt;- Não peguei essa... – diz o segundo com ar de confuso.&lt;br /&gt;- Cara... Não percebe??? Essa coisa tá em todo lugar!!! Olha alí a Salete, conversando com a Marieta. – aponta para uma mesa próxima, onde duas mulheres conversam e movimentam-se freneticamente - Ali ó...&lt;br /&gt;- To vendo.&lt;br /&gt;- Aposto contigo que elas estão falando do que vai acontecer no episodio de hoje à noite.&lt;br /&gt;- Tá... mas o que é que tem de mais nisso?&lt;br /&gt;- O simples fato de existirem pessoas que param horas para ficar discutindo coisas fúteis, como a novela das 8, faz com que o Sistema em si, seja atravancado pela massa ignóbil de telespectadores bitolados, verdadeiros dementes e inertes. Parece que tudo faz parte de um esquema onde as redes de telecomunicação associadas aos governos para manter a grande massa populacional alheia a tudo que está acontecendo no mundo! Cara... Não vê isso tudo??? Todo mundo comenta o episódio da noite anterior!&lt;br /&gt;- É mesmo... – retruca o segundo&lt;br /&gt;- Lógico, cara! – novamente enumerando nos dedos - Vai no cabeleireiro e o assunto é novela. Vai no mercado ou padaria... novela! No intervalo do futebol... Novela! Até na missa as beatas comentam sobra a droga da novela!&lt;br /&gt;- Sim! Faz sentido... Só não entendi a relação com o café. – finaliza o segundo.&lt;br /&gt;- Bem... - aproxima-se bem do companheiro - Quer mesmo saber?&lt;br /&gt;Com o ar preocupado, o segundo afirma com um aceno de cabeça.&lt;br /&gt;- Existe uma grande conspiração mundial que visa alienar a população permanentemente.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;Falando em um tom mais baixo, o primeiro segue:&lt;br /&gt;- O café e a novela das 8 fazem parte de uma tríade maquiavélica que pretende dominar o mundo!&lt;br /&gt;- Tríade? Como assim? Mas qual é o outro elemento dessa tríade?&lt;br /&gt;- Realmente tu não percebe, não é mesmo? Que outra coisa, além do café e da novela das 8, mantém as pessoas escravas?&lt;br /&gt;- O sexo?&lt;br /&gt;- Não, bocó!&lt;br /&gt;- O computador?&lt;br /&gt;- Sério... To falando com uma porta, né?&lt;br /&gt;- Êpa! Não vem falando nesse tom comigo porque respeito é bom e conserva os dentes!&lt;br /&gt;- Tá... Foi mal!&lt;br /&gt;- Beleza. Prossiga.&lt;br /&gt;- A outra coisa que mantém as pessoas horas e horas alheias ao que acontece lá fora é o Relógio.&lt;br /&gt;- Ok... Agora tu foi embora, deu um passeio na estratosfera e não voltou mais, né! – declara o segundo, jocosamente.&lt;br /&gt;- Olha, cara... To perdendo meu tempo contigo. Fui! – fazendo menção de levantar-se.&lt;br /&gt;- Não, não... Volta aí! Desculpa a brincadeira!&lt;br /&gt;- Vai deixar eu falar?&lt;br /&gt;- Sim, sim! Conclua.&lt;br /&gt;Bom... Como eu ia dizendo, o Relógio controla a vida das pessoas assim como o café e a novela das 8.&lt;br /&gt;- Sim, mas por que?&lt;br /&gt;- Porque assim como os dois elementos anteriores, o Relógio foi criado pra escravizar a humanidade. Já reparou como toda tarefa diária que qualquer criatura executa é sempre atrelada à um horário?&lt;br /&gt;- Nem me fala... To com uma montanha de papelada pra despachar, na minha mesa, até as 18h.&lt;br /&gt;- To te falando! É bem assim... - mais uma vez enumerando nos dedos - As pessoas têm hora pra acordar. Hora pra ir pro trabalho. Hora pra falar. Inclusive, temos hora pra tomar um café – aponta para sua xícara - e hora pra assistir à novela.&lt;br /&gt;- Puxa! Tu percebeu isso tudo sozinho?&lt;br /&gt;- Não... Essa teoria não é minha... eu ouvi falar esses dias. Li num blog caótico desses, por aí...&lt;br /&gt;- Cara, que doidera essa coisa!&lt;br /&gt;- Pior mesmo é aquele indivíduo que na HORA certa corre pra frente da TV, liga na NOVELA e senta pra tomar um CAFEZINHO! Esse sim é o zumbi social! O robô automatizado! O analfabeto funcional!&lt;br /&gt;- Pior... Dá até pena dessa gente...&lt;br /&gt;Neste instante, passa uma mulher pela frente dos dois e, olhando fixamente para o traseiro dessa, o primeiro declara:&lt;br /&gt;- Impressionante essa bunda da Clarinha!&lt;br /&gt;- Ôh! – responde à afirmativa do colega, acompanhando, também, o rebolado da moça.&lt;br /&gt;- Sério... Ela usa essa calça só pra provocar! Ela sabe que é gostosa!&lt;br /&gt;- Certo... Chega a dar um aperto no coração...&lt;br /&gt;- Eu ouvi uma teoria a respeito disso também...&lt;br /&gt;- É mesmo? Diz aí! – Solicita o segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-7932323287683560850?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/7932323287683560850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=7932323287683560850' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/7932323287683560850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/7932323287683560850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/08/cio-mental.html' title='Ócio Mental'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-9049792624694895142</id><published>2008-07-31T12:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T11:20:24.912-07:00</updated><title type='text'>Alacrán y El Pistolero</title><content type='html'>Minha história não é bela.&lt;br /&gt;Não lhe peço compreensão, muito menos empatia.&lt;br /&gt;Não existe orgulho neste depoimento, tampouco me arrependo. Quero dizer... Talvez um pouco de arrependimento.&lt;br /&gt;Ma chamo Alacrán. Vivo no quente deserto que circunda o povoado de Santa Fé del Paso, ao norte do México. Não conheci meu pai e nem minha mãe. Sei que possuo irmãos, mas nunca procurei nenhum. Vivo melhor sozinho... Eu sou um solitário por gosto!&lt;br /&gt;Dada noite, eu seguia em minha ronda noturna – nós, moradores do deserto nos contentamos em sair dos nossos abrigos durante a noite estrelada - em busca de alguma caça para comer.&lt;br /&gt;Tudo estava quieto e estranho: os cactos não rangiam, as bolas de feno não rolavam, os chocalhos das cascavéis aquietaram, os uivos dos coiotes cessaram. Despertei todos meus sentidos à procura do inesperado. Mas nada...&lt;br /&gt;Continuei andando e observando as pequenas luzes da cidadela ao fundo. Acostei-me numa pedra para descansar, então escutei um galope apressado ao longe.&lt;br /&gt;Uma nuvem de poeira levantava no horizonte e se aproximava rapidamente. Tratei de me esconder atrás do pedregulho à espreita do cavaleiro que vinha em minha direção.&lt;br /&gt;Quando chegou, o sujeito desceu do cavalo e urinou em uma moita espinhosa à uns cinco metros do meu esconderijo. Após terminar, caminhou lentamente em minha direção, e eu tratei de me armar e me posicionei caso precisasse me defender. Porém o visitante apenas observou Santa Fé del Paso, e nem me notou.&lt;br /&gt;Lembro-me de ter escutado o estranho resmungar algo como &lt;em&gt;"vou acabar com aqueles miseráveis..."&lt;/em&gt;, antes de puxar e engatilhar um revolver. Subiu em seu cavalo negro e gritou a ordem ao animal, enquanto cravava suas esporas no lombo do bicho, &lt;em&gt;"vamonos, Tornado!"&lt;/em&gt; e partiu velozmente em direção ao povoado.&lt;br /&gt;Na nuvem de poeira que baixava a medida em que o homem estranho se afastava, vi uma bolsa de couro caída no chão. Cheguei mais perto para ver o que havia dentro e encontrei um canivete, algumas bolachas velhas e um papel coma as bordas rasgadas onde dizia "PROCURADO VIVO OU MORTO" e logo abaixo mostrava a foto do cavaleiro e anunciava uma boa recompensa. Era chamado apenas como "El Pistolero".&lt;br /&gt;Não me interessava no dinheiro, mas fiquei muito intrigado com isso. Já tive alguns desentendimentos com o povo de Santa Fé del Paso - inclusive já fui expulso de alguns estabelecimentos – mas sempre respeitaram minhas terras e me deixaram em paz. Não desejava o mal daquela gente.&lt;br /&gt;Mesmo que eu corresse para tentar deter o pistoleiro, ou avisar ao povo o perigo iminente que se aproximava, não conseguiria chegar a tempo. Lamentei, mas, mesmo assim, parti em direção à cidade.&lt;br /&gt;Enquanto eu seguia meu caminho, ouvia o som dos gritos e tiros ecoando pelo deserto. Apertei o passo ao ponto de quase atropelar as próprias pernas.&lt;br /&gt;Quanto mais perto eu chegava, mais me intoxicava com a poeira e fumaça vinda da rua principal. Então, finalmente cheguei.&lt;br /&gt;Quase fui atropelado, logo na entrada, pelos cavalos que fugiam dos tiros e do fogo. A mulheres corriam atrás de seus filhos e maridos enquanto pediam socorro à Deus. Era uma calamidade!&lt;br /&gt;Mais perto da praça, em frente à Igreja, alguns homens da vila trocavam tiros com o famigerado pistoleiro. Formou-se um cerco ao meliante que, por sua vez, mirava qualquer um que passasse por ali.&lt;br /&gt;Cuidadosamente, fui me aproximando. Pegaria o bandido pelas costas e daria um fim naquilo. Mas, infelizmente, algum herói desavisado teve a mesma idéia e, afobado e com medo, precipitou-se, atirando-se sobre o assassino na hora errada.&lt;br /&gt;Os dois engalfinharam-se violentamente, aos socos e pontapés, dando tempo da comitiva de bravos moradores entrarem na briga. Eu, em meio àquela confusão, fui empurrado junto dos demais e, em um bote certeiro, atingi o pescoço do maldito pistoleiro.&lt;br /&gt;O Sangue brotou do pequeno orifício no pescoço do infeliz e, em questão de segundo, parou de se mexer. Todos esperaram a poeira baixa e viram que o homem estava caído no chão e eu estava por cima dele em posição de ataque.&lt;br /&gt;Assustados, os homens gritavam e apontavam &lt;em&gt;"Alacrán! Alacrán!"&lt;/em&gt;. E neste exato momento eu, herói da noite, fui esmagado com fúria pela bota do pé direito do xerife. Virei uma mancha amarelada no peito do pistoleiro.&lt;br /&gt;Sempre fui temido e respeitado pelas criaturas do deserto: pelos corvos, pelas serpente, até pela furtiva tarântula... Acabei morto pelas mãos – pés – de quem tentei defender. &lt;em&gt;El Alacrán lleno de veneno&lt;/em&gt; agora era apenas um escorpião desprezível e morto.&lt;br /&gt;Eu disse que minha história não era bela. Mas agora digo - e admito - porque me arrependo: matei o homem errado... Ou melhor! Não existe homem errado para matar! Antes tivesse, eu, ficado em minha toca saboreando um gafanhoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(&lt;span style="font-size:78%;"&gt;alacrán = escorpião, em espanhol)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-9049792624694895142?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/9049792624694895142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=9049792624694895142' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/9049792624694895142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/9049792624694895142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/07/alacrn-y-el-pistolero.html' title='Alacrán y El Pistolero'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-6509381060281230735</id><published>2008-07-18T12:13:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T12:20:40.349-07:00</updated><title type='text'>Roxanne - parte final</title><content type='html'>Eu, um garoto assustado e bobalhão, não sabia o que fazer. Fiquei parado olhando aquilo. Minha cabeça dizia que eu tinha que fazer algo, mas meu corpo não obedecia. Até que ele deu um tapa na cara dela. Aí eu fiquei nervoso... com raiva! Apanhei a garrafa que eu tinha tropeçado e acelerei em direção aos dois. Quando eu cheguei perto, golpeei com toda a força a cabeça do desgraçado. A garrafa partiu-se em mil pedaços e aquele imenso corpo tombou para o lado, já desacordado. A garota, chorando e muito nervosa, me abraçou.&lt;br /&gt;Eu não sei o que era pior, ela tremendo de nervosismo ou eu com medo de ter matado o homem. Eu me abaixei para ver se o homem estava vivo. Quando aproximei meu rosto, o cara acordou e tentou agarrar meu pescoço, gritando que ia me matar. A moça me puxou pelo braço e saímos correndo rua adentro.&lt;br /&gt;Cansados, paramos perto de uma praça. Ela me olhava e permanecíamos em silêncio. Procurei sorrir para ser simpático, tentei puxar papo. Conversamos um pouco, mas ela precisava voltar. Eu não deixei! Fiquei imaginando que talvez aquele homem ainda estivesse nos procurando. Definitivamente, voltar não era uma boa idéia. E ela concordou.&lt;br /&gt;Então, sei lá porque, eu segurei a mão dela e fomos em direção à quadra seguinte. Procurei um caminho mais longo, porém mais movimentado, para encontrar com os rapazes no bar. Quando chegamos lá, ela não quis entrar. Disse que tinha vergonha dos meus amigos. Eu olhei para dentro do lugar, e eles continuavam lá, cada vez mais bêbados e se divertindo. Nem tinham dado pela minha falta. Meti a mão no bolso e retirei as chaves do Opalão. Entramos no carro e partimos sem rumo pelas ruas iluminadas da grande cidade.&lt;br /&gt;Olha... não sei quanto tempo ficamos ali sentados em silêncio, rodando naquele carro. Nem lembro direito o que eu falei para ela. Mas pouco a pouco ela começou a se sentir segura, confiante. Rimos do que havia acontecido. Disse para ela não se preocupar que aquele cara devia estar tão bêbado, que nem lembraria do que o atingiu na noite anterior. Ela relaxou.&lt;br /&gt;Paramos em uma parte alta da cidade. Podíamos ver todas as luzes lá embaixo. A vista era linda! Sentamos no capo e nos abraçamos. Ficamos em silêncio. Ela levantou a cabeça e me beijou suavemente. Seus lábios estavam úmidos e quentes. Meu coração pulou feito um cavalo selvagem dentro do meu peito. Estava completamente entregue em meus braços. Dei calor ao seu pequeno corpo, e afastei o frio da madrugada por alguns instantes.&lt;br /&gt;Sabe... Até hoje não entendo porque ela me beijou. Acho que ela estava tão carente, que o beijo serviu de agradecimento por eu ter visto que ela era apenas uma garota normal, e não um objeto. Eu não a usei. Não me aproveitei de sua fragilidade. Talvez tenha sido o único a tratá-la bem durante um bom tempo.&lt;br /&gt;Quando ela se deu conta do que havia feio, deu um pulo para trás. Mas já era tarde... eu já estava completamente apaixonado! Ela, então, insistiu para que eu a levasse para casa e, a muito custo, ela me convenceu.&lt;br /&gt;Ela me guiou até uma pequena casa. Disse que morava com uma amiga e que eu não podia entrar. Desceu do carro e virou as costas sem olhar para trás. Fiquei muito chateado... Ela abriu a porta e entrou. Eu virei minha cabeça para frente e dei partida no carro.&lt;br /&gt;Não consegui sair dali. Fiquei com o motor ligado, com os faróis acesos, mas não engatava a marcha na esperança dela voltar. Então ela voltou. Saiu correndo pela porta, descalça, e veio em minha direção. Abriu a porta do carro e pulou para dentro. Deu-me um beijo cheio de paixão. O beijo mais sincero e cálido que eu já recebi. Depois me disse apenas um "tchau" e voltou para casa.&lt;br /&gt;Eu, imensamente feliz, engatei a primeira e acelerei. Acendi um cigarro e coloquei entre meus lábios enormes e felizes. Corri em direção ao bar do Seu Juarez para encontrar com os rapazes. Precisava contar o que tinha acontecido. Liguei o rádio e cantarolei a canção que tocava. "Roxanne... You don’t have to put on the red light "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-6509381060281230735?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/6509381060281230735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=6509381060281230735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/6509381060281230735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/6509381060281230735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/07/roxanne-parte-final.html' title='Roxanne - parte final'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-8174620299310090696</id><published>2008-07-14T13:46:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T10:32:20.352-07:00</updated><title type='text'>Roxanne - parte 1</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jLWT0zgbRJY/SHzeqSEOzPI/AAAAAAAAAC8/hyQvX03TYqo/s1600-h/70.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223294485828390130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jLWT0zgbRJY/SHzeqSEOzPI/AAAAAAAAAC8/hyQvX03TYqo/s400/70.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;(Ilustração cedida especialmente para este conto pelo artista plástico Ricardo "Caveira" Zigomático)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lembro-me bem daquela noite. Estava fria, e eu e meus amigos dirigíamos um Opala 75 pelas ruas iluminadas da capital. Ríamos, nos divertíamos... Como éramos infantis! Qualquer coisa nos fazia delirar.&lt;br /&gt;Nós éramos como irmãos. Nós quatro andávamos juntos desde o colegial. Aprontamos poucas e boas. As garotas nos conheciam como malandros desajustados. Mas nós gostávamos da fama... e acho que elas também! Sempre havia uma “pequena” por perto.&lt;br /&gt;Boemia! Não sabíamos viver de outro jeito. Nossas vidas eram pacatas, sem muito objetivo. Éramos medíocres no sentido exato da palavra. Nesta época, estávamos perdidos no limbo que separa os jovens do fim do colegial e o início da faculdade. Muitas escolhas eram necessárias, mas fugíamos de fazê-las.&lt;br /&gt;Em certo ponto do nosso trajeto em direção a lugar nenhum, as cervejas acabaram. Precisávamos de mais. Éramos completamente irresponsáveis. Nos revezávamos na direção mesmo estando todos alcoolizados. Mas não nos preocupávamos: éramos jovens. Jovens não morrem jamais!&lt;br /&gt;Enfim... Precisávamos de bebidas! Paramos o carro em uma ruazinha que cortava aquela grande avenida iluminada pelos postes, com corredor de ônibus e onde muitos clubes noturnos ofereciam seus “atrativos”, com pouca roupa e muito carinho para dar. Descemos e fomos caminhando em direção à um boteco na esquina.&lt;br /&gt;O boteco do Seu Juarez era famoso por ficar a madrugada toda aberto, ter mesas de sinuca e vender bebida barata. Entramos e sentamos em uma mesa. Juntamos alguns trocados para comprar uma garrafa de vinho e duas carteiras de cigarros.&lt;br /&gt;Conversávamos sobre futebol, sobre garotas, sobre tudo! Analisávamos cada movimento dos transeuntes que por ali circulavam. Em dado momento, não sei porquê cargas d’água, avistei uma menina. Linda! Vestia uma roupa curta e ousada. Provocava olhares dos que passavam por perto. Era loira, com um olhar tão infantil e ao mesmo tempo tão triste. Fiquei a mirá-la de longe, da segurança da minha calçada e com uma avenida toda nos separando. E ela nem me notava.&lt;br /&gt;A noite ia passando e ela permanecia caminhando de um lado para o outro. Vez ou outra, um carro parava e ela debruçava-se na janela para conversar com o motorista do veículo. Eu só torcia para que ela não entrasse em nenhum automóvel e fosse tragada pela cidade. Não queria perdê-la de vista. Acho que eu estava hipnotizado, ou algo do gênero.&lt;br /&gt;Teve uma hora que não me agüentei e interrompi nosso papo para comentar sobre a garota do outro lado da rua. Todos olharam. Era unânime: nós todos achavam a garota linda, mas estranhamente só eu dei importância para ela. Talvez porque ela não parecesse essas prostitutas de rua que estávamos acostumados a ver por ali. De fato, nunca havíamos visto ela antes.&lt;br /&gt;Enquanto esperávamos uma mesa de sinuca ser liberada, nossa garrafa de vinho secava e nossos cigarros viravam pó no cinzeiro. Até que finalmente conseguimos uma mesa. Nos dividimos em duplas e começamos a jogar. Eu era bom naquilo! Mas eu não consegui me concentrar no jogo... estava errando bastante. Uma hora eu enchi o saco e fui tomar ar puro na rua.&lt;br /&gt;Acendi um cigarro. Olhei para o outro lado da avenida e vi que a garota continuava lá. Não sei o que me passou pela cabeça, mas conferi se os rapazes continuavam jogando e atravessei correndo a rua em direção à moça.&lt;br /&gt;Quando cheguei perto, um estranho nervosismo me impediu de me aproximar dela. Então caminhei mais um pouco, lentamente, como se estivesse apenas passando por ali. Ia olhando para trás para ver se ela me olhava. Acabei tropeçando em uma garrafa vazia na calçada. Ela riu. Tinha um sorriso lindo!&lt;br /&gt;Então eu parei, dei meia volta e caminhei em direção à ela. Foi neste exato momento que um carro parou diante dela e um homem asqueroso saiu de dentro. Chegou perto dela e a puxou pela cintura. Ela fez cara de nojo e tentou se livrar do homem, pedindo para que ele a soltasse. Ela se sacudia e ele começou a ficar nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-8174620299310090696?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/8174620299310090696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=8174620299310090696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/8174620299310090696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/8174620299310090696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/07/roxanne-parte-1.html' title='Roxanne - parte 1'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jLWT0zgbRJY/SHzeqSEOzPI/AAAAAAAAAC8/hyQvX03TYqo/s72-c/70.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-2565456329218255996</id><published>2008-06-30T13:28:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T13:49:21.119-07:00</updated><title type='text'>Monólogo</title><content type='html'>A campainha toca. Levanta e caminha em direção à porta. Ao abri-la, sorri. “Oi! Achei que não vinha mais... Entra... Senta e fica à vontade!”&lt;br /&gt;Caminha em direção à mesa. Serve um copo de uísque. “Aceita um drinque? Com ou sem gelo?” Entrega o copo com a dose da bebida ao visitante. Senta-se em frente à visita.&lt;br /&gt;“Como vão as coisas? Soube que teu negócio vai bem... E a Marcinha?” Sua expressão feliz não consegue disfarçar seu nervosismo. Após uma longa pausa, com seu olhar fixo no chão e mãos trêmulas, suspira e desabafa. “Não sei o que deu errado. Não era pra ter sido desse jeito... As coisas saíram do controle.” Olha fundo nos olhos do visitante. Seu rosto, vermelho de raiva, vibra no seu grito. “Aquela maldita! Me enganou direitinho! Vagabunda! Teve o que mereceu!”&lt;br /&gt;Põe as mãos sobre o rosto. Esfrega a testa devagar. Solta o nó da gravata. “Tu não acredita, não é mesmo? Acha que eu queria ter feito aquilo...” Levanta e se aproxima. Grita ”Não! Não queria!”&lt;br /&gt;Senta-se. Leva à boca o copo e bebe. Seca os lábios. Seca o suor. Fala amargurado. “Eu amava ela. Mas eu sempre te respeitei! Aquela vagabunda me seduziu... Bem como essas vadias sabem fazer... Tu me entende, não é? Também caiu nessa armadilha! E agora é tarde. Eu sabia que tu vinha... Não quis correr. Não sou covarde! “&lt;br /&gt;Acende um cigarro. Dá uma longa tragada. Bebe mais um gole de uísque. Fala mais calmamente. “Tu tá certo. Têm que fazer o que veio fazer. Não colocarei obstáculo nenhum... Mas pelo menos me escuta: Fiz isso pro teu bem! Ela não era mulher pra ti! Mais cedo ou mais tarde ela ia acabar com a tua vida... Mas ela foi mais esperta... Acabou com duas de uma só vez!”&lt;br /&gt;Olha para cima. Uma lágrima escorre do canto de seu olho. Cheio de ironias, segue. “Mas agora quem está rindo, Beatriz? Tu acabou com as nossas vidas, mas eu acabei com a tua... sua ordinária!” Chora de cabeça baixa, e com a voz embargada, conclui. “Eu não queria que nada disso tivesse acontecido...”&lt;br /&gt;Olha para sua visita, buscando despertar um pouco de empatia. “Não vou pedir pra que tu me perdoe... Só te peço pra tu entender meus motivos! Não posso acabar desse jeito sem que tu me entenda.”&lt;br /&gt;Passa a mão pelos cabelos. Olha para o lado. “Ela nunca te amou. Casou contigo por puro interesse! Todo mundo sempre te disse isso. Inclusive eu! Aí o tempo foi passando... a Marcinha nasceu... Teu negócio começou a falir... Ela ia te largar!”&lt;br /&gt;Constrangido, desvia o olhar. “Ela me procurou. Disse que ia te largar... que as coisas estavam ruins... e que não te amava! Que amava outro! Fiquei puto, né! Afinal tu é meu melhor amigo! Perguntei quem era... ela nem respondeu nada... Foi logo me tascando um beijo! Mas... eu tentei evitar. Juro! Aí ela me disse que sempre me olhou com outros olhos... e que sabia que eu sentia atração por ela. Mas mesmo assim eu mandei ela embora! Ela tirou a roupa e disse que não sairia de lá enquanto eu não fizesse amor com ela. Não pude resistir! Dormimos juntos aquela noite.”&lt;br /&gt;Serve mais uma dose de uísque para si e para o visitante. “Já faz dez anos... Passei esses de dez miseráveis anos encontrando às escondidas com a Beatriz. Ela dizia pra ti que ia encontrar as amigas, e eu mentia pra minha mulher que ia jogar cartas com o pessoal do trabalho. Fazíamos planos de fugir juntos e começar uma vida sem mentiras... mas quando eu tomava a iniciativa de mudar ela dava uma desculpa qualquer pra me dissuadir. “&lt;br /&gt;Engasga com a própria saliva devido ao nervosismo. Sente o suor escorrer pelo seu corpo. “Nos dois últimos meses ela parou com nossos encontros semanais. Disse que estava estressada no serviço, e que tinha muitos afazeres, cuidar da casa, da Marcinha... Sempre me dando uma desculpa mais esfarrapada que a outra!”&lt;br /&gt;Passa a mão no cabelo. Bebe um gole de uísque. “Resolvi seguir a Beatriz. Depois do expediente fui até a tua casa e fiquei esperando dentro do carro. Aí vi ela saindo... Toda produzida! Não se vestia tão bem assim há anos. Nem pros nossos encontros! Entrou no carro e rumou até um prédio. Eu não conseguia acreditar no que via. Ela entrou no apartamento e só voltou duas horas depois.”&lt;br /&gt;Chora compulsivamente. “Fiquei duas horas sentado no carro esperando aquela piranha sair!” Se recompõe. Bebe mais um gole de uísque. Traga seu cigarro. Prossegue mais calmo. ”No dia seguinte marquei um almoço. Ela tentou recusar, mas eu disse que tinha algo muito importante pra falar. Ela aceitou. Durante o almoço ela pouco falou. Ela estava estranha... parecia que sabia o que eu ia falar. Tentei me segurar, mas não pude! Falei que eu a tinha visto na noite anterior. Ela não demonstrou nem um pouco de culpa ou nervosismo... Simplesmente disse que já sabia. Aí eu agarrei o braço dela e perguntem com quem ela tava trepando!”&lt;br /&gt;Um breve minuto de silêncio. Enxugou a testa. “Sabe o que ela me respondeu?” Imitando sarcasticamente a voz de Beatriz, repetiu tais palavras. “Estou apaixonada pelo Rodrigo! Vou fugir com ele. Não agüento mais minha vida ao teu lado e do Antenor!”&lt;br /&gt;Joga o copo contra a parede. Grita. “Aquela vagabunda ia nos deixar, Antenor! Tantos planos, tantos sonhos e ela nos troca por um ‘instrutorzinho’ de academia?” Inconformado, volta a chorar. “Disse que não ia ser tão fácil como ela pensava. Paguei a conta e fui embora. Mas a dor me fez perceber que aquela puta nunca me amou também! Me usou assim como te usou! Porque é assim que essas cadelas vivem: destruindo corações!”&lt;br /&gt;Pega a garrafa de Uísque e bebe um gole direto no gargalo. Tenta pegar um cigarro na carteira, mas já acabaram. Conforma-se. “No desespero, fui ao apartamento do tal Rodrigo. O idiota não tinha trancado a porta, pra minha sorte e o azar dele. Só precisei usar meu cartão de crédito para abrir. Entrei e me escondi no armário. Esperei até a Beatriz chegar com aquele desgraçado. “&lt;br /&gt;Com a voz alterada, descreve a tórrida cena que viu, com um sorriso nos lábios. “Como trepavam, aqueles infelizes, Antenor! Esperei eles terminarem e saí do armário. Nem pensei duas vezes! Antes que aquele filho-da-puta pudesse dizer uma só palavra, meti uma bala na cabeça dele!” Gargalhando, continuou. “Aí a Beatriz implorou... implorou pela sua vida. Disse que me amava ainda e que tinha se dado conta que a vida dela não fazia mais sentido sem mim... Mas... O gatilho disparou quase que sozinho. Era como se Deus em pessoa tivesse usado a minha mão!”&lt;br /&gt;Abriu alguns botões da camisa, tentando ficar mais confortável na poltrona. Com uma estranha frieza, continuou. “Limpei minhas digitais e coloquei a arma na mão do infeliz. O plano perfeito: mulher casada morta pelo amante que não agüentou ser deixado. Bom, não é? Tratei de sair de lá antes que a polícia chegasse. Isso faz duas semanas... Mas tu achou nossas cartas, Antenor... Tu estragou tudo! Agora tu sabe que fui eu...  Mas tudo bem! Tem o direito de vir aqui e matar o homem que estragou teu casamento e matou tua mulher.”&lt;br /&gt;Friamente, o sujeito levanta o revolver em direção ao seu anfitrião e, finalmente, fala. “Aquela vadia nunca me enganou! Não vim aqui pra matar o assassino da minha mulher, mas sim pra acabar com a vida miserável de um traidor! É uma questão de honra... Nada pessoal, ok?” Engatilha a arma, e antes de disparar, ri. “Te vejo no Inferno!”&lt;br /&gt;O ruído da espoleta do revólver. Sangue respingado na parede. Garrafa vazia caída no chão. “Todos nos veremos no inferno, meu amigo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-2565456329218255996?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/2565456329218255996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=2565456329218255996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/2565456329218255996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/2565456329218255996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/06/monlogo.html' title='Monólogo'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-379606866030617500</id><published>2008-06-18T11:05:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T11:12:00.016-07:00</updated><title type='text'>Denominador Comum</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jLWT0zgbRJY/SGPbHv9wQyI/AAAAAAAAAC0/q1p1QAA_KJI/s1600-h/Digitalizar0007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216253719606215458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jLWT0zgbRJY/SGPbHv9wQyI/AAAAAAAAAC0/q1p1QAA_KJI/s400/Digitalizar0007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;(imagem cedida especialmente para este conto pelo artista plástico e ator Ricardo "Caveira" Zigomático)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;Ele não entendia as carências dela,&lt;br /&gt;Ela não entendia o individualismo dele.&lt;br /&gt;Ele trabalhava muito,&lt;br /&gt;Ela passava as tardes em casa.&lt;br /&gt;Ele havia parado de estudar,&lt;br /&gt;Ela fazia sua pós-graduação.&lt;br /&gt;Ele gostava de futebol,&lt;br /&gt;Ela gostava de meditar.&lt;br /&gt;Ele possuía amigos em demasia,&lt;br /&gt;Ela confiava apenas nela mesma.&lt;br /&gt;Ele queria viajar,&lt;br /&gt;Ela queria ter filhos.&lt;br /&gt;Ele desejava descansar aos sábados,&lt;br /&gt;Ela queria dançar.&lt;br /&gt;Ele vivia na realidade,&lt;br /&gt;Ela criava seu próprio mundo.&lt;br /&gt;Ele se sentia preso,&lt;br /&gt;Ela se sentia sozinha.&lt;br /&gt;Ele se perguntava se ainda gostava dela.&lt;br /&gt;Ela queria conhecer gente nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo...&lt;br /&gt;A festa...&lt;br /&gt;A bebida...&lt;br /&gt;A discussão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entrou no carro,&lt;br /&gt;Ela chorava muito.&lt;br /&gt;Ele gritava,&lt;br /&gt;Ela tapava os ouvidos.&lt;br /&gt;Ele dirigia rápido,&lt;br /&gt;Ela estava sem o cinto.&lt;br /&gt;Ele não notou o outro carro,&lt;br /&gt;Ela viu a luz no cruzamento.&lt;br /&gt;Ele nem sentiu nada,&lt;br /&gt;Ela agonizou por alguns segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, algo em comum: Foram velados de caixão fechado!&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;Fim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-379606866030617500?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/379606866030617500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=379606866030617500' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/379606866030617500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/379606866030617500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/06/denominador-comum.html' title='Denominador Comum'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jLWT0zgbRJY/SGPbHv9wQyI/AAAAAAAAAC0/q1p1QAA_KJI/s72-c/Digitalizar0007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-5345216335930973452</id><published>2008-06-05T14:13:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T17:51:10.982-07:00</updated><title type='text'>Não é mais uma de amor! - parte final</title><content type='html'>Petrificado, João limitava-se a olhar Raquel nos braços de outro homem. Estavam engalfinhados como dois lutadores de vale-tudo, só que aos beijos. “What the fuck...?”&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Neste instante o casal apartou-se, e a garota olhou para o lado e viu João segurando dois copos de cerveja e com a boca aberta. Dirigiu-se à ele:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Báh, cara... Tu demorou, heim! Ah... de certo tava dando uns pegas numa menina por aí!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Oh... Eu... Estava sim. Uhm... óh a tua cerveja! – resignou-se a mentir e a estender o copo com a bebida.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Não podia acreditar que Raquel havia feito aquilo. “Ela me traiu.... ela me traiu...”. Era a única coisa que consegui pensar. Sentia-se usado, traído e humilhado. Foi trocado pelo primeiro que apareceu... Não lhe parecia nada justo.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Virou de costas e seguiu com seu copo de cerveja quente na direção oposta ao público. Achou a saída da garagem e foi para uma parte mais afastada do pátio. Sentou-se escorado no muro e bebeu sua bebida amarga e morna.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Por alguns minutos permaneceu quieto no seu canto. Não havia muita gente por perto, pois todos estavam vendo o show. Isso não o incomodava. Pelo contrário, achava muito bom ninguém notar sua presença.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Certamente Oscar Wilde nunca passou por uma situação ridícula dessas. – resmungou, jogando seu como plástico vazio no gramado à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Como é que é? – uma garota que passava por perto perguntou dirigindo-se à ele.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;João Victor levantou a cabeça e encarou a figura que havia parado á sua frente. Levantou cambaleante, mas pôs-se de pé. Tímido e sem graça, não fitava os olhos da moça. Ele respondeu:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Eu... eu disse que Oscar Wilde nunc...&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Não foi isso que eu perguntei! Eu disse “Como é que é” porque tu jogou o copo vazio no gramado. Tipo... Sabe quantos anos o plástico leva pra se decompor?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Desconcertado, João sorriu buscando ser simpático. Com os olhos baixos, notou que a garota usava sandálias rasteiras de couro sintético com tiras trançadas que subiam pelos tornozelos finos e delicados. Usava uma saia colorida com lantejoulas que ia da altura dos joelhos e desenhavam contornos psicodélicos até a cintura delgada da moça. A barriga estava à mostra e, um pouco mais para a direita, havia uma tatuagem que não se podia ver na totalidade. Mais acima, a camiseta estilo babylook mostrava, em sua branca transparência, o contorno de seus seios e as delicadas alças do soutien. Seu pescoço longo e esguio estava ornado com um colar de contas coloridas. E, finalmente, olhando para seu rosto, notou o quão belo era. Seus cabelos louros e cacheados estavam presos com uma faixa colorida, contrastando com olhos profundamente verdes.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Então... Não vai juntar o copo? – a garota perguntou irritada.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Oh... Lógico! Desculpa... eu não queria... Eu tava um pouco irritado. – respondeu, juntando o copo do chão.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Olha, meu... Tipo... Desculpa ter sido grossa e pá... Mas é que eu morro de raiva de gente que joga lixo no chão ou faz qualquer tipo de mal à natureza.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;- Certo. Tem mais é que chamar a atenção mesmo!&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;A garota riu. Começaram a conversar. Disse que se chamava Laura. Fazia biologia na mesma faculdade que ele. Era vegetariana e adorava acampar. E João, automaticamente, simpatizou com ela. “Amo a natureza!”.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-5345216335930973452?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/5345216335930973452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=5345216335930973452' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/5345216335930973452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/5345216335930973452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/06/no-mais-uma-de-amor-parte-final.html' title='Não é mais uma de amor! - parte final'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-4498147613299671514</id><published>2008-05-29T10:50:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T14:20:55.252-07:00</updated><title type='text'>Não é mais uma de amor! - parte 2</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nos poucos passo que separavam João Victor do portão da casa onde acontecia a festa, parou e revisou seu plano de conquista, que traçara durante a viagem do segundo ônibus, detalhadamente. Sabia exatamente como iria agir com Raquel. Não podia se dar ao luxo de jogar tudo fora. Respirou fundo e entrou na casa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já de cara, avistou umas garotas bem alegres dançando com copos de cerveja nas mãos, enquanto alguns caras tocavam violão sentados numa roda. Na cozinha, algumas garrafas de vodka vazias estavam sobre a mesa, onde havia um rapaz, aparentemente bêbado, preparando drinks no liqüidificador.Seguiu caminhando casa a dentro até sair pela porta dos fundos. Lá deparou-se com um pátio grande onde havia muita gente. Tirando algumas pessoas do curso, não conhecia quase ninguém, lá. Olhava para todos os lado para achar Raquel. E finalmente, perto da churrasqueira, encontrou-a de pé a conversar com alguns colegas. Aproximou-se e cumprimentou todos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Oi, João! Que bom que tu veio! – Raquel dizia sorridente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Logo estenderam-lhe um copo com cerveja. Não gostava de bebidas alcoólicas. Preferia suco de groselha ou abacaxi com hortelã, mas bebericou um pouco, afinal queria impressionar a garota.&lt;br /&gt;Seguiram conversando durante um tempo, até que a banda cover de Los Hermanos subiu no palco improvisado na garagem. Imediatamente a multidão de jovens alcoolizados e sexualmente ativos avançou em direção aos músicos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; - Ai, meu Deus! A banda começou a tocar!!! Vamos lá... – Exclamou Raquel, correndo na direção do som e arrastando João pela mão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eles pararam atrás da multidão, que pula e cantava ao som da banda.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; - Não to conseguindo ver nada! Vamos mais pra frente! – gritou Raquel no ouvido de João.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Embrenharam-se em meio ao povo, esquivando-se de pisões e empurrões, até que acharam um bom lugar onde podiam ver a performance do grupo. Como era maior que Raquel, João posicionou-se atrás da garota para evitar que ela se machucasse com a movimentação daquela massa de gente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Estava bem naquele lugar... Podia sentir todo o doce perfume da menina. Sentia-se forte, protegendo-a. Sentia-se importante... O macho dominante protegendo seu território. “Assim que o show terminar eu vou beijá-la.”&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Raquel virou-se para João e puxou sua cabeça em direção à sua, e João sentiu seu coração pular freneticamente na sua garganta. A garota aproximou seus lábios próximos ao ouvido dele e disse:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; - Olha só... Acabou a cerveja! Vamos lá buscar mais. Tomara que na volta a gente consiga voltar pra este lugar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Voltando à realidade, João recompôs-se e disse:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; - Não. Fica tu aí guardando nossos lugares que eu vou lá buscar mais bebida pra gente!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; - Ai, João... Como tu é querido! – a garota falou, beijando-lhe o rosto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; O rapaz, incrivelmente feliz e extasiado pelo beijo da garota, tomou o rumo em direção à cozinha. No caminho, ia driblando a selva de gente como se estivesse em uma expedição no meio da mata atlântica. Levou algumas cotoveladas, alguns pisões... Mas não sentiu dor alguma, porque nada mais parecia afetá-lo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Ao chegar na cozinha, encheu dois copos bem cheios de cerveja. Estava nervoso e sentia que uma crise de asma estava por vir. Sentou-se em um banco e procurou se acalmar, respirando fundo. Mas a iminência de um contato mais íntimo com uma mulher não o deixava relaxar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; O tal cara bêbado, que preparava as bebidas, notou que João estava nervoso e disse, estendendo um copo com um líquido escuro dentro:- Aê, rapá! Toma um gole disso que tu vai ficar melhor!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; - Oh... O que é isso? – perguntou, levando o copo ao nariz e sentindo o cheiro forte da bebida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; - É meu preparado especial! Com isso aqui tu vai relaxar e ficar na mó vibe!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; - “Mó vibe”, é? Ok...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Empinou o copo e deu um bom gole. Sentiu aquele líquido queimando sua garganta e descendo pelo seu esôfago, fazendo suas entranhas revirar. Tossiu. E após um minuto, já estava melhor. Um pouco tonto... mas bem melhor do que antes! Já conseguia respirar tranqüilamente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; Se deu conta de que havia deixado Raquel esperando. “Droga!”. Levantou-se e tonteou mais ainda. Agarrou as cervejas e correu em direção à garota. Chegando na garagem, mais uma vez teve de lutar contra aqueles selvagens que não paravam de pular aos acordes dos instrumentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No último obstáculo superado, João conseguiu encontrar Raquel sem ter desperdiçado muita cerveja, porém uma triste cena projetava-se à sua frente. Raquel não estava sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-4498147613299671514?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/4498147613299671514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=4498147613299671514' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/4498147613299671514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/4498147613299671514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/05/no-mais-uma-de-amor-parte-2.html' title='Não é mais uma de amor! - parte 2'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-8607577308001620187</id><published>2008-05-23T11:33:00.000-07:00</published><updated>2008-05-23T11:42:04.627-07:00</updated><title type='text'>Não é mais uma de amor! - parte 1</title><content type='html'>&lt;p&gt;João Víctor, ou "Victinho" como sua mãe o chamava, não era um garoto normal. Asmático, passou a infância toda evitando esportes, ficando de lado nas horas de brincadeiras com os colegas. Míope, era chamado de "quatro-olhos" pelos meninos mais velhos da vizinhança. Com suas botas ortopédicas, corria o seu mundo particular dentro de seu quarto. Cresceu sem muitos amigos. Os poucos que possuía eram virtuais. Passava horas e horas diante da tela do computador, em chats e jogando RPG online. Esse era seu mundo. "Sou o Grande Güngnir, o Imperador de Asgard!".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao terminar o segundo grau, veio a época dos vestibulares. Horas e mais horas atrás de montanhas de livros de física, matemática e química, sem saber o que realmente queria cursar. A idéia de fazer cursinho pré-vestibular não o agradava nem um pouco. "Muita gente sem vontade de estudar..." Foi nessa época que, vasculhando os cantos obscuros da biblioteca pública, descobriu os grandes escritores da literatura: Fernando Pessoa, Saramago, Byron, Shakespeare, Machado de Assis, Augusto dos Anjos, Garcia Marquez... Despertado para o mundo literário, lançou-se ao abismo das palavras. "Vou ser escritor!". Seu mundinho nerd já não era suficiente para sua ânsia de conhecimento, e a cada novo livro lido, a vontade de ler crescia mais e mais. A vontade de conhecer à fundo literatura foi tanta que decidiu: "Vou fazer letras!"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aprovado pela universidade federal, o mais novo calouro da faculdade de letras adentrou o universo acadêmico. Tudo era novidade... Pessoas lendo, debatendo temas polêmicos, manifestando-se à favor de seus direitos, e é claro as festas! Muita bebida, gente dando risada e se divertindo. Já não achava a vida social tão ridícula. Pelo contrário, passou a se interessar pelo contato direto com as pessoas, e não por jogos online e bate-papos de internet. Já havia feito alguns contatos em sua classe. "Amigos reais, afinal!".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo estando disposto a experimentar coisas novas, ainda sentia-se deslocado e com baixa auto estima. Precisava mudar o visual. Ficar mais descolado... Parecer mais interessante! "Quem sabe ser popular... Quem sabe até arrumar umas garotas!"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mandou fazer lentes de contatos, cortou o cabelo, compro um tênis all star e umas camisetas polo listradas. Mas não adiantava mudar apenas seu visual, precisava mudar suas atitudes. "Amanhã vou puxar papo com algumas pessoas."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chegou no centro acadêmico da faculdade e adentrou o recinto. Notou que duas garotas da sua classe conversavam empolgadamente com um veterano, Chegou mais perto para escutar sobre o que conversavam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- ... esse lance mais introspectivo da Clarice Lispector, tipo, é doido! Saca? – falava Raquel, uma das meninas... a mais interessante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi quando João tentou entrar no assunto:&lt;br /&gt;- Desculpa interromper, mas... eu não pude evitar de escutar o papo de vocês. E eu acho que a Clarice, além de apresentar esse caráter existencial fascinante em suas obras, surpreende também pelo estilo solto, elíptico e fragmentado. Ela se aproxima muito, nesse sentido, à Virginia Woolf e James Joyce... "Saca"?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os outros três, parados e um pouco atônitos, permaneceram em silêncio durante alguns milésimos de segundo. Assimilavam as informações. O veterano falou:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Pode crer, bixo! A mulher era foda, véio!&lt;/p&gt;Raquel mostrando-se interessada, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu acho que eu faço algumas cadeiras contigo.. Qual mesmo teu nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João Vic... Digo, João. Apenas João! – gaguejou. "Acho que isso vai dar certo!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Raquel... Raquel era uma menina interessante. Cabelos castanhos, curtos atrás e com uma franja mais comprida e lisa pendendo sobre seu rosto. Usava óculos retangulares de aro preto. Possuía feições delicadas. Parecia ser inteligente, e o melhor: parecia interessar-se por João Victor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos dias, estava inserido naquele grupinho. Estava feliz, pois discutiam seus autores preferidos, já tinha alguns amigos e estava cada vez mais próximo de Raquel. Ainda era um pouco mais esquisito do que os outros, e por vezes, sentia-se um pouco deslocado. Mas fazia um esforço enorme para manter-se na tribo, copiando suas gírias e suas roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, a convivência com Raquel gerou bons frutos: foi convidado por ela para ir em uma festa. "Vai ser legal, João! Vai ter até uma banda cover de Los Hermanos! Bala!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta à noite, se arrumou e pegou o ônibus em direção à tal festa. Não sabia exatamente o que esperar, pois nunca tinha ido nesse tipo de evento social. "Eu tô preparado? E se ela quiser me beijar? E se eu ficar nervoso e estragar tudo???". O pavor tomou conta de seu corpo. Levantou do assento e gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Motorista! Pára esse ônibus!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu o sinal e o condutor parou o veículo. João desceu e, apavorado se sem conseguir respirar devido ao repentino ataque de asma, constatou que não estava com sua bombinha. Com o peito apertado e arfando, tentou se concentrar e respirar lentamente. Aos poucos sua respiração ofegante foi voltando ao normal. Havia controlado sua crise, mas estava longe demais de sua casa, e não sabia como voltar. Só havia uma coisa a ser feita: esperar o próximo ônibus e rumar em definitivo ao encontro de Raquel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-8607577308001620187?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/8607577308001620187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=8607577308001620187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/8607577308001620187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/8607577308001620187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/05/no-mais-uma-de-amor-parte-1.html' title='Não é mais uma de amor! - parte 1'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-5237597798699249067</id><published>2008-05-02T10:52:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T09:55:21.568-07:00</updated><title type='text'>Uma nova canção - parte final</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jLWT0zgbRJY/SB87O5vAYoI/AAAAAAAAAAY/7b_9GsJ_er4/s1600-h/conto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196937622211027586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jLWT0zgbRJY/SB87O5vAYoI/AAAAAAAAAAY/7b_9GsJ_er4/s400/conto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;(Ilustração cedida especialmente para este conto pelo artista plástico e ator Ricardo "Caveira" Zigomático - início de uma excelente parceiria)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após seu amigo ter partido, Marcelo deitou-se na cama e ficou apenas a olhar para o teto. Estava orgulhoso do que fizera, mas sentia um resquício de culpa. Nunca havia sentido isso antes... Gostava realmente da Aline.&lt;br /&gt;Levantou e andou em direção ao armário. Abaixou-se e retirou uma caixa de sapatos velha do fundo. Colocou-a sobre a cama e abriu. Retirou alguns papéis e algumas fotos de dentro. Espalho-as e ficou a fitá-las. Todas fotos de garotas – suas ex-namoradas. Gostara de todas, mas convenceu-se de que ter feito elas sofrer foi necessário. “Mas Aline... Essa, sim, eu gostei! Não vou precisar acabar com ninguém de novo durante um bom tempo!”&lt;br /&gt;Tomou um banho e saiu. Foi ao encontro do resto de sua banda em um bar não muito longe de sua casa. Chegou e cumprimentou todos. Pediram cervejas para comemorar o futuro sucesso da banda.&lt;br /&gt;- Agora vamos começar a tocar nas rádios! Seremos a banda do momento! – exclamou um dos rapazes.&lt;br /&gt;Marcelo riu, mas dessa vez era um riso forçado. Estava desconfortável. Olhou para uma mesa mais afastada e avistou Aline. “Puta-que-pariu! Cidade pequena de merda...” Ela estava a conversar com outra garota. Parecia enraivecida. Gesticulava rapidamente. Tentou ler seus lábios para ver o que dizia, ao passo que se escondia atrás dos companheiros. Porém, uma gargalhada mais alta de um dos amigos fez com que a atenção das garotas fosse focada em sua mesa. Ela tinha avistado-o.&lt;br /&gt;Aline levantou da mesa e veio lentamente em sua direção. A cada passo dela, seu coração acelerava mais. Estava nervoso e sabia que não aquilo acabaria bem.&lt;br /&gt;- Preciso falar contigo! – ela falou&lt;br /&gt;- Ok... – Marcelo respondeu, levantando-se e indo em direção à uma mesa mais afastada.&lt;br /&gt;Sentaram-se em silêncio. Aline não desviava o olhar cheio de fúria dos olhos desconcertados de Marcelo. Ela chamou o garçom e pediu uma cerveja.&lt;br /&gt;- Tudo bem, Marcelo... Se tu não me quer mais, eu aceito. Mas agora tu vai ter que me explicar o que tá acontecendo. Não sou idiota! Eu sei que tu tá me escondendo algo. Fala de uma vez!!!&lt;br /&gt;Pelo tom agressivo da moça, Marcelo sabia que ela não estava para brincadeiras. Sentiu-se acuado, um animalzinho indefeso contra a parede. Não poderia fugir dessa vez.&lt;br /&gt;- Aline, eu gosto muito de ti. Tenho um carinho especial por ti... Acabar contigo me afetou muito mais que eu havia planejado. Pode ter certeza! – declarou Marcelo.&lt;br /&gt;- Como assim “planejado”? Tu já sabia que ia acabar assim? – a garota perguntou surpresa.&lt;br /&gt;Ele acendeu um cigarro e tragou. Respirou fundo. Olhou para as mãos trêmulas e escondeu-as debaixo da mesa. Não queria que ela visse seu nervosismo. Sabia que não havia outra escolha. Resolveu falar.&lt;br /&gt;- Ok. Tu venceu! Nenhuma das outras conseguiu arrancar isso de mim. Eu gosto de verdade de ti, por isso vou te falar.&lt;br /&gt;- “Outras”? Como assim? – Aline indagou cada vez mais confusa.&lt;br /&gt;- Eu tive uma namorada há tempos. Ela me deu um pé-na-bunda e eu fiquei arrasado. Acabei escrevendo uma música pra ela. A música era boa... Boa de verdade! Ali eu decidi compor minhas próprias músicas. Só que depois disso eu não consegui escrever mais. Fiquei frustrado. Minha dor já tinha passado e eu não tinha mais motivos para escrever...&lt;br /&gt;- Tu é maluco, isso sim! O que eu tenho a ver com isso? – a moça interrompeu.&lt;br /&gt;- Acontece que eu percebi que só conseguia escrever quando eu perdia alguém. Isso aconteceu mais duas vezes. O problema foi quando eu arrumei uma namorada que não me largava por mais cachorro que eu fosse com ela! Então eu decidi que eu mesmo acabaria os relacionamentos. Desde então eu conheço alguma guria, namoro uns 3 meses, acabo com ela e escrevo uma música. Sempre foi simples... Nunca expliquei meus motivos. Simplesmente sumia da vida delas. Agora to te contando tudo isso porque acho que de certo modo eu to apaixon...&lt;br /&gt;Antes mesmo que Marcelo terminasse de falar, Aline levantou da cadeira e desferiu um golpe certeiro em seu rosto. Marcelo caiu para trás com cadeira e tudo. O bar todo parou para ver a cena estarrecedora.&lt;br /&gt;Marcelo levantou meio atordoado. Colocou sua mão em seu nariz. Sentiu um líquido denso e viscoso que escorria pelas narinas. “Legal... ela quebrou meu nariz!” Aline pegou sua amiga pela mão dirigiu-se para a saída. Parou, voltou-se para Marcelo e gritou:&lt;br /&gt;- Então eu era apenas isso pra ti: uma dor-de-cotovelo forjada! Boa sorte na tua carreira de músico-de-quinta-filho-da-puta!&lt;br /&gt;As duas garotas foram embora. Os amigos de Marcelo foram acudir o companheiro, trazendo-lhe alguns guardanapos. Marcelo sorriu. Limpou o nariz ensangüentado. Acendeu outro cigarro. Seu nariz ardia por causa da fumaça.&lt;br /&gt;- Porra, Marceleza... Que mão pesada essa mina tem! – um colega comentou.&lt;br /&gt;- São os ossos do ofício, meus amigos. - concluiu.&lt;br /&gt;Uma garota de cabelos avermelhados olhava Marcelo como se estivesse achando graça do ocorrido. Ele levantou e caminhou em sua direção. Puxou uma das cadeiras vazias e sentou perto da garota.&lt;br /&gt;- Ta achando graça de que? É do meu cabelo desarrumado ou da minha calça rasgada? – perguntou em um tom irônico.&lt;br /&gt;- Nunca tinha visto uma briga entre namorados que resultasse num nariz quebrado... Isso é bem incomum. É engraçado! – a ruiva respondeu estendendo um lenço de papel.&lt;br /&gt;- Bem... Ex-namorados. E eu não sou um cara comum!&lt;br /&gt;Trocaram telefones. Marcaram uma saída para o outro fim-de-semana. Marcelo havia conquistado mais uma. “Acho que já tenho outra canção em vista...”. Voltou a sentar com seus companheiros de banda. Precisavam planejar seus planos para o estrelato. “Estamos pintando na área... NX Zero que se cuide!!!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-5237597798699249067?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/5237597798699249067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=5237597798699249067' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/5237597798699249067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/5237597798699249067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/05/uma-nova-cano-parte-final.html' title='Uma nova canção - parte final'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jLWT0zgbRJY/SB87O5vAYoI/AAAAAAAAAAY/7b_9GsJ_er4/s72-c/conto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-4662514837908309681</id><published>2008-04-24T19:04:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T10:26:20.363-07:00</updated><title type='text'>Uma nova canção - parte 2</title><content type='html'>Subiu as escadas lentamente. Pensava nas coisas que iria dizer a ela. Quarto andar, apartamento 402. Tocou a campainha.&lt;br /&gt;Ela abriu. Vestia uma calça de moletom velha e uma regata branca. Tentou sorrir, mas a seu rosto estava vermelho e molhado. Havia chorado recentemente.&lt;br /&gt;- Oi. Não te esperava... Desculpa meu estado.&lt;br /&gt;- Não tem problema. Não pretendo demorar muito. – ele respondeu friamente.&lt;br /&gt;Sentaram, ele numa poltrona e ela numa cadeira mais afastada. Ele estendeu o papel dizendo:&lt;br /&gt;- Toma. Fiz pra ti.&lt;br /&gt;Ela pegou o papel. Passou os olhos por cima. De seus olhos brotaram algumas lágrimas, que tratou de secar com os punhos.&lt;br /&gt;- O que é isso? – questionou ao visitante.&lt;br /&gt;- É uma música. Fiz pra ti. Fala da nossa separação e do que eu tô sentindo.&lt;br /&gt;Ela seguiu lendo. A cada verso que lia, novas lágrimas escorriam pelo seu rosto. Parecia não entender o que estava acontecendo. Começou a ficar nervosa e irritada, prestes a explodir.&lt;br /&gt;- Não tô entendendo, Marcelo! Ontem a gente transou, tu virou pro lado e disse “Aline, não quero mais ficar contigo. Preciso da minha independência de volta e blá-blá-bla...” e agora tu me vem com uma musiquinha toda cheia de “meu amor por você” e “preciso de ti”... Que porra é essa? Me explica!&lt;br /&gt;- Nem tudo nessa vida tem explicação. Foi um prazer. Te cuida, guria! – disse, fechando a porta atrás de si. Foi embora.&lt;br /&gt;Caminhou um pouco. O sol já se punha no horizonte. Achou um boteco na esquina. Meteu a mão no bolso e contou as moedas. Entrou no bar e comprou uma lata de refrigerante. Acendeu um cigarro e seguiu caminhando. Ora bebia da lata, ora tragava o cigarro.&lt;br /&gt;Chegou em casa e sentou no sofá. Sentiu-se aliviado. “Que fome... Acho que posso comer algo antes de começar”. Abriu a geladeira e tirou uma caixa com três fatias geladas de pizza. Abocanhou uma e dirigiu-se à sala. Agarrou a Lês Paul e ligou-a no seu amplificador Marshall valvulado. Desferiu o primeiro acorde com fúria e com volume. Gostou do que ouviu. “É isso aí, baby!”.&lt;br /&gt;Tocou durante duas horas, aproximadamente. Anotou cada verso da melodia que acabara de compor. Alguém bateu à sua porta. Ao abrir a porta, sorriu.&lt;br /&gt;Um outro rapaz adentrou o recinto. Abraçaram-se. O amigo logo perguntou:&lt;br /&gt;- E aí, Marceleza... Como é que foi com a mina?&lt;br /&gt;- Olha... Foi normal. Ela chorou e perguntou as coisas de sempre. Eu virei as costas e fui embora. Simples como todas as outras. – respondeu.&lt;br /&gt;Colocou a guitarra em volta do pescoço e começou a tocar sua nova composição para o amigo, que escutou atentamente.&lt;br /&gt;- Tu é muito foda, velho! Com essa aí, já temos 10 músicas. Já dá pra gravar o nosso primeiro CD! – constatou o visitante.&lt;br /&gt;- É... Vou ligar pro resto dos guris. Vâmo gravar essa como nosso hit principal. Dessa vez a gente vai decolar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-4662514837908309681?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/4662514837908309681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=4662514837908309681' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/4662514837908309681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/4662514837908309681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/04/uma-nova-cano-parte-2.html' title='Uma nova canção - parte 2'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-2314931241140121777</id><published>2008-04-21T15:53:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T16:20:23.424-07:00</updated><title type='text'>Uma nova canção - parte 1</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent2"&gt;&lt;/p&gt;Sentado em seu sofá, dedilhava em sua guitarra - uma Gibson Les Paul dourada - um dissonante acorde. Olhava para a caneta deitada ao lado do papel em branco na mesinha. Precisava escrever, mas simplesmente não conseguia. Não parava de pensar no que aconteceu...&lt;br /&gt;Levantou, deixou seu instrumento apoiado no sofá e foi até a cozinha. Abriu a geladeira e puxou uma cerveja do fundo. Retirou o lacre e deu um longo gole. Voltou à sala do seu pequeno apartamento. “Não consigo escrever nada... Porra!”.&lt;br /&gt;Escancarou a janela, deixando a claridade entrar, fazendo seus olhos doerem. Eram quatro da tarde e até então não havia visto a luz do sol. Sentiu um leve enjôo. Bebeu mais um gole.&lt;br /&gt;Agarrou o celular e checou se havia alguma ligação perdida, ou até mesmo uma mensagem não lida. Nada... “Será que ela vai ligar? Será que ela vai dar sinal de vida?”.&lt;br /&gt;Bocejou. Não havia dormido direito. A madrugada passada tinha sido longa e torturante. E para ajudar, os latidos infernais do cachorro da vizinha estavam tirando-o do sério. “Merda de cachorro. Pelo menos a dona dele é gostosa, mas o namorado dela é um imbecil de marca maior...”.&lt;br /&gt;Tomou um fôlego para tentar afastar o enjôo e sentou-se, decidido, no sofá mais uma vez. Iria escrever a qualquer custo, afinal nunca havia tido dificuldades para escrever essas coisas. Era a terceira vez em menos de um ano que ele fazia isso.&lt;br /&gt;Não era fácil levar esse tipo de vida. Músico, fotógrafo, poeta, artista multi-performático. “Patético, pilantra e sem dinheiro... isso sim!” Pretendia lançar a sua banda nas rádios da cidade. Queria fazer sucesso. Pensava nas primeiras palavras que escreveria, mas nada vinha. “Devo ter esgotado minha genialidade”. Riu-se. Gargalhou.&lt;br /&gt;Acendeu um cigarro e tragou. Dirigiu-se ao papel e desferiu os primeiros versos do que viria a ser uma música, talvez um poema. Afastou-se e observou. “Ficou bom... Vamos lá!” Num ritmo quase frenético atravessou as linhas do papel com versos carregados de sentimento. Sentimentos verdadeiros? “Quem se importa?” Terminou. Parecia ter psicografado uma mensagem do além.&lt;br /&gt;Levantou-se com a folha na mão e caminhou em direção ao quarto. No caminho, desviou das tralhas espalhadas pelo chão de seu apartamento. “Isso tá um lixo. Preciso chamar uma diarista... Parece um chiqueiro!”.&lt;br /&gt;Olhou em cima da cama e viu sua camiseta. Vestiu-a e partiu em direção à porta. Ia ao encontro dela. Pegou um ônibus.&lt;br /&gt;Desceu no ponto que ficava mais perto do endereço que procurava. Caminhou duas quadras adentro e parou diante do prédio. Tocou o interfone.&lt;br /&gt;- Sou eu... Abre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-2314931241140121777?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/2314931241140121777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=2314931241140121777' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/2314931241140121777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/2314931241140121777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/04/sentado-em-seu-sof-dedilhava-em-sua.html' title='Uma nova canção - parte 1'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2320718158724132814.post-227544135619636822</id><published>2008-04-14T11:40:00.000-07:00</published><updated>2008-04-15T10:11:15.759-07:00</updated><title type='text'>Contando o Caos</title><content type='html'>Saudações aos visitante deste humilde blog!&lt;br /&gt;Resolvi render-me ao mundo virtual das idéias e, após um incentivo de algumas pessoas, criei este pequeno caos.&lt;br /&gt;Nem sei exatamente o objetivo deste blog! Contos? Histórias? Curiosidades?&lt;br /&gt;Só sei que não terei a preocupação de escrever algo apenas por escrever.&lt;br /&gt;Não tenho a pretensão de ser um contista, ou quem sabe um comentarista... Tenho a intenção de ser verdadeiro!&lt;br /&gt;Meu compromisso é comigo mesmo.&lt;br /&gt;Minha missão é expor meu lado pseudoescritor!&lt;br /&gt;Espero que seja divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem-vindos ao meu pequeno mundo caótico!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2320718158724132814-227544135619636822?l=contandoocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contandoocaos.blogspot.com/feeds/227544135619636822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2320718158724132814&amp;postID=227544135619636822' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/227544135619636822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2320718158724132814/posts/default/227544135619636822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contandoocaos.blogspot.com/2008/04/contando-o-caos.html' title='Contando o Caos'/><author><name>Bruno "Lango" Kloss Hypolito</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12519403623891454235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp3.blogger.com/_jLWT0zgbRJY/SBIVY5vAYmI/AAAAAAAAAAM/XZJ6FOAJSMk/S220/Imagem+096.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
